Notícia: Orientação ao Farmacêutico: Hidroxicloroquina e cloroquina na COVID-19

Publicado em 16/03/2020

Orientação ao Farmacêutico: Hidroxicloroquina e cloroquina na COVID-19


Orientação ao Farmacêutico: Hidroxicloroquina e cloroquina na COVID-19

Nos últimos dias várias informações foram divulgadas sobre supostos efeitos benéficos do uso de hidroxicloroquina e cloroquina na COVID-19.

As notícias levaram muitas pessoas a procurar pelos medicamentos nas farmácias e em resposta a Anvisa incluiu as substâncias na lista C1 da Portaria 344/1998 por meio da Resolução RDC 351/2020.

 

Estudos disponíveis

Apesar de relatos de que hidroxicloroquina e cloroquina foram capazes de inibir o SARS-CoV-2 in vitro, até o momento os dados de estudos clínicos são limitados e a segurança e a eficácia do seu uso na COVID-19 não foram estabelecidas.

Assim, tendo em vista a limitação dos estudos, o receio de que os medicamentos possam faltar para uso em outras indicações e ainda o risco de potenciais reações adversas, a Anvisa não recomenda seu uso para tratar ou prevenir a COVID-19.   

 

Uso em casos graves

                Considerando a segurança relativa do uso da hidroxicloroquina por curtos períodos (associada ou não a azitromicina), a ausência de intervenções efetivas e a atividade antiviral in vitro, alguns profissionais consideram razoável o uso de um ou ambos os fármacos em pacientes hospitalizados com quadro severo de COVID-19.

                Seguindo este entendimento, o Ministério da Saúde divulgou que disponibilizará hidroxicloroquina e cloroquina para uso exclusivo em pacientes graves em hospitais.

 

Papel do farmacêutico

Tendo em vista as dúvidas sobre hidroxicloroquina e cloroquina, recomenda-se ao farmacêutico:

  • Esclarecer aos pacientes que não há até o momento substâncias que tratem ou previnam a infecção e ainda as formas de prevenção;
  • Controlar a dispensação e promover o uso racional dos fármacos para que não faltem para pacientes com artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico, malária e outras;
  • Informar que o uso indevido dos fármacos pode ocasionar reações adversas importantes como as relacionadas aos olhos (ex: retinopatia, degeneração macular, alterações na córnea) e coração (ex: cardiomiopatia, prolongamento do intervalo QT, arritmias).

 

Referências:

1. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Esclarecimentos sobre hidroxicloroquina e cloroquina. Disponível em: <http://portal.anvisa.gov.br>. Acesso em 26 mar. 2020.

2. Ministério da Saúde. Cloroquina poderá ser usada em casos graves de coronavírus. Disponível em: <www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46601-cloroquina-podera-ser-usada-em-casos-graves-do-coronavirus>. Acesso em 26 mar. 2020.

3. MCINTOSH, K. Coronavirus disease 2019 (COVID-19). Disponível em: <www.uptodate.com/contents/coronavirus-disease-2019-covid-19>. Acesso em 26 mar. 2020.


Fonte: CIM/CRF-PR e Assessoria de Comunicação